quarta-feira, 26 de maio de 2010

Seis


Seis motivos para sorrir:
  • Assistir Friends na TV sábado de manhã
  • Comer brodo feito em casa em uma noite fria
  • Viajar pra onde o nariz apontar, batendo papo com o pé no console do carro
  • Ganhar surpresinha da rua
  • Segurar na mão durante a turbulência
  • Pagar e receber portãozinho

Hoje eu acordei com uma vontade de mandar flores ao delegado...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A Varanda do Maletta



Ontem fui tomar umas copas no Copa com o Fá. Depois de fazer amizade com os donos do bar e trocar confidências e dicas de reforma (estou descobrindo uma nova tribo, solidária, que compartilha na maior generosidade dicas pro cimento queimado não quebrar, bons pedreiros, lojas...) resolvemos dar uma esticada num bar na varanda do Maletta.


Mas como assim na varanda do Maletta?


Quem conhece Belo Horizonte sabe que a varanda do Maletta é o corredor das lojas que funcionam lá durante o dia. O Maletta é um prédio comercial, no centrão de BH, com bares por dentro e lojas por fora... risos...


Enfim. Alguém teve a ideia de pegar uma dessas lojas, reformar e fazer um bar mega-charmoso. E com uma música indescritível. Deu vontade de passar a vida ali ouvindo. Pra falar a verdade, não comemos nada, só tomamos umas taças de vinho, temperadas com a gentileza dos donos do lugar.


A cereja do sundae está nesta foto. A varanda coloca a gente praticamente com a cara dentro do prédio em estilo gótico do antigo museu de mineralogia, no meio da selva de concreto. Próxima parada? Fim de tarde de sábado. Já disseram que a vista fica ainda mais bonita. Arqueologia da noite... coisas de beagá. Vamos?

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Quentando sol





Eu tinha lá uns quatro anos. Mas me lembro perfeitamente da cena. Dias frios de outono, céu azul profundo,eu entrava correndo pela porta da casa da minha avó e a Vera dizia: sua vó tá lá no quintal, quentando sol...

Esqueci essa expressão por muitos anos, até o dia em que a Carlinha, amiga que saiu de BSB pra morar em BH, escreveu, em uma manhã de outono, contando que pela primeira vez na vida se sentia bem em ficar sentada ao sol na hora do almoço... era quentinho e confortável. Daí eu me dei conta de que isso era meio raro na hora do almoço em Brasília, ao menos não no Plano Piloto. Se você se senta ao sol ao meio-dia, em qualquer época do ano, muda do estado sólido para o líquido em fração de segundo.
Estou aqui pensando... será que é tão difícil largarmos nossos computadores enfurecidos e cheios de janelinhas e nos dar cinco minutos de tranquilidade e conforto, sentindo o quentinho do sol? Por que será que fazer isso é tão difícil, mas responder dez emails ao mesmo tempo parece tão fácil?

Hoje faz sol em BH. O céu está impecavelmente limpo, ainda em um tom azul-claro. Faz um friozinho de uns 15 graus. Olho pela janela e vejo o sol entrando... que delícia. Na hora do almoço vou quentar sol. Amo muito tudo isso!

domingo, 9 de maio de 2010

De Brasília



Clarice Lispector dizia que Brasília é uma prisão a céu aberto.

Para mim sempre foi. Tudo bem que em regime semi-aberto, e diversão nunca faltou. Porém, foi uma temporada, teria data para acabar. Minha alma não pertence ao dia-a-dia daqui.

Mas uma coisa que não posso deixar de ser é grata a esta cidade por ter me proporcionado a coisa mais preciosa do mundo: novos amigos. Amigos de verdade.
Amigos que estiveram ao meu lado desde o primeiro dia, dividindo as angústias, somando as alegrias. Amigos que foram para longe, mas continuaram por perto. E mais amigos que foram surgindo ao longo do tempo. Não tem nada melhor que viajar e ter alguém de quem sentir saudades. Brasília me deu isso. E continua a dar.

Nestas noites frescas e manhãs quentes de maio, agradeço ao Planalto Central por me mostrar como são preciosos os amigos que fiz neste lugar e, principalmente por me dizer, mais uma vez, quem é cada um deles. Por ter me dado de presente uma semana de encontros, sorrisos, convites, gargalhadas, lágrimas, abraços, beijos, telefonemas, até mesmo posts de facebook cheios de carinho.

Onde quer que esteja, cada um destes irmãos que eu escolhi sabe que vou novamente com o coração feliz, cheio de saudades, e os braços loucos por se abrir e apertar com força cada um deles no próximo encontro.

sexta-feira, 7 de maio de 2010



"Sou uma filha da natureza:quero pegar, sentir, tocar, ser. E tudo isso já faz parte de um todo,de um mistério. Sou uma só... Sou um ser. E deixo que você seja. Isso lhe assusta? Creio que sim. Mas vale a pena. Mesmo que doa. Dói só no começo."

Clarice Lispector