
Clarice Lispector dizia que Brasília é uma prisão a céu aberto.
Para mim sempre foi. Tudo bem que em regime semi-aberto, e diversão nunca faltou. Porém, foi uma temporada, teria data para acabar. Minha alma não pertence ao dia-a-dia daqui.
Mas uma coisa que não posso deixar de ser é grata a esta cidade por ter me proporcionado a coisa mais preciosa do mundo: novos amigos. Amigos de verdade.
Amigos que estiveram ao meu lado desde o primeiro dia, dividindo as angústias, somando as alegrias. Amigos que foram para longe, mas continuaram por perto. E mais amigos que foram surgindo ao longo do tempo. Não tem nada melhor que viajar e ter alguém de quem sentir saudades. Brasília me deu isso. E continua a dar.
Nestas noites frescas e manhãs quentes de maio, agradeço ao Planalto Central por me mostrar como são preciosos os amigos que fiz neste lugar e, principalmente por me dizer, mais uma vez, quem é cada um deles. Por ter me dado de presente uma semana de encontros, sorrisos, convites, gargalhadas, lágrimas, abraços, beijos, telefonemas, até mesmo posts de facebook cheios de carinho.
Onde quer que esteja, cada um destes irmãos que eu escolhi sabe que vou novamente com o coração feliz, cheio de saudades, e os braços loucos por se abrir e apertar com força cada um deles no próximo encontro.